A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a integrar rotinas concretas da advocacia: pesquisa de jurisprudência, revisão de contratos, organização de documentos e apoio à redação de peças.
A ABRAAM entende que essas ferramentas representam uma oportunidade legítima de ganho de produtividade e de acesso à informação. Seu uso, contudo, não transfere a responsabilidade profissional do advogado.
Três princípios devem orientar a adoção de IA no exercício da advocacia: transparência sobre o uso da tecnologia, supervisão humana efetiva sobre os resultados e proteção rigorosa dos dados e do sigilo profissional.
Cabe ao advogado revisar criticamente todo conteúdo gerado por sistemas automatizados. A tecnologia amplia a capacidade do profissional, mas não substitui o julgamento técnico, a diligência e o dever de zelo que fundamentam a confiança do cliente.
A ABRAAM se coloca à disposição para contribuir com o debate público sobre a regulamentação da inteligência artificial no campo jurídico, defendendo inovação responsável e a preservação de direitos fundamentais.
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